A rede é social?

MichaelisSocial : so.ci.al – adj m+f (lat sociale) 1 Pertencente ou relativo à sociedade. 2 Que diz respeito a uma sociedade. 3 Sociável. 4 Próprio dos sócios de uma sociedade. 5 Conveniente à sociedade ou próprio dela. 6 Relativo, pertencente, devotado ou apropriado ao intercurso ou às relações amigáveis ou por elas caracterizado: Função social. 7 Relativo ou pertencente à sociedade humana considerada como entidade dividida em classes graduadas, segundo a posição na escala convencional: Posição social, condição social, classe social. 8 Relativo à vida do homem em sociedade:Ciências sociais. 9 Sociol Relativo ou pertencente às manifestações provenientes das relações entre os seres humanos, inclusive aquelas que constituem o campo específico da Sociologia: Problemas sociais. 10 Hist nat Aplica-se a certos animais e plantas que vivem em grupos mais ou menos numerosos.

Sociedade do AnelIsso aí eu retirei do Michaelis Online. Resumindo, social é a capacidade do ser humano em se relacionar com outras pessoas (ou melhor esse é o significado que quero usar), se você não leu tudo, o que eu acharia normal, já que eu também não li. Mas o que pretendo aqui é apenas pensar alto sobre redes sociais. Cara, como é absurda a relação entre nós e essas redes. Tem de tudo lá! O melhor e o pior do ser humano!!!

ZuckerbergÉ interessante perceber que lá os tímidos têm voz, se quiserem, e os falastrões podem ser reservados. Mas o mais interessante é ver pessoas falando o que não devia, eu inclusive. Às vezes o seu feed, que é onde escrevemos nossas baboseiras, vira palanque, e soltamos o verbo por lá, sem pensar em todo mundo que está sendo atingido pelas nossas flechas, sendo que às vezes queremos chegar apenas a alguns e se bobear, esses nem têm permissão para ler. Mas o outro lê, acha que é para ele, ou quer aproveitar seu palanque para fazer o palanque dele e pronto, guerras e conflitos.

Tem ainda o compartilhar algo que é seu, e que convenhamos, é só seu. Ok, também já fiz isso, mas na boa… foto de comida e despedida do cachorro morto deve ter uma ocasião em milhões que são aceitas (apesar que acho praxe retornar de países estrangeiros e tirar foto de arroz e feijão, tamanha a saudade da nossa culinária). Você malhou hoje? Ótimo! Não quero saber!!!! Correu 10 Km? Ótimo! Tô nem aí! Eu não sei exatamente quem você é, apesar de “amigos de face”, e você me fala que você está triste? Não escorro uma lágrima!!!! Mas por que sentimos tanta falta de falar que o Boi Bandido fez gol!? Que seu cachorro abanou o rabo!? Que você foi ver um filme no cinema!? Que você acordou mal humorado!? #partiu?

Relacionamento internetE a disputa por likes!?!?!?!? Piadinhas e vídeos e etc!? Se não tiver like, #tenteOutraVez!!!! Como podemos ser escravos de likes!? De comentários!? De compartilhamentos? De gente falando o quanto somos legais, somos o máximo, somos engraçados, somos tudo! Mas se ninguém deixa sua marquinha de que observou o post, somos um lixo, ninguém me ama, tô na fossa, #chatiado.

Likes

Tudo bem, então vamos aceitar que temos esse nosso sentimento enraizado de necessidade de aceitação, apoio e consolo, uns mais e outros menos, e não tem como mudar isso (não sou psicólogo, apenas um observador, tipo o Obama), então talvez devemos perceber que algumas coisas devemos direcionar a conversa, ou até conversar em privado, para assim não gerar burburinho, não atingir pessoas erradas… ah sim, e pensa antes de escrever!!! Falamos o indevido também!! Eu já falei, é possível para qualquer um!!!

#partiuAgora, o que eu acho mais atormentador é a falsa proximidade entre as pessoas. Gente, como eu recebo solicitações de amizade de pessoas que não conheço, ou pessoas que nunca passei do “oi, tudo bem, como vai?” ou pior, pessoas que na verdade não conheço, mas são na verdade divulgadores de um produto ou serviço, travestidos de alguém bacana que eu tenho que conhecer. E também percebo que certas vezes temos pessoas que nós realmente conhecemos de verdade e vamos migrando ela de amizade real para amizade virtual, pela simples comodidade. E ainda temos a situação de transformarmos (apenas na nossa cabeça) conhecidos (ou até amigos) em meros fãs, uma contagem no seu progresso ao estrelado da rede, de entupir sua lista de amigos.

Caverna do DragaoBicho, o que há de melhor nesse mundo é amigos!!! E olha que eu nem sou um ser tão social… e tenho medo do futuro com essas redes… medo de substituir meus amigos por seguidores. Medo de falar o que não devo e abrir mão da minha privacidade. Medo de ferir a privacidade dos outros. Medo de alargar distâncias com o pretexto de encurtar distâncias. O tempo vai passando, a tendência é eu ter cada vez menos pessoas dentro do meu ciclo, e enfiar esse povo todo em um número num site é tão relevante quanto quantos fãs um roqueiro velhinho tem do lado da sua cama nos últimos dias segurando sua mão.

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Gobbo

Há muito tempo atrás, numa galáxia muito distante (conhecida como Espírito Santo, no Brasil, acredite, esse lugar existe!), Gobbo perambulava por uma calçada quando, sem saber, andou em sincronia perfeita no tempo e espaço com um antigo ritual da tribo Roken Row, que despertou índios em estado inanimado em uma caverna do Téquissas, e então ele se transformou em… nada. Continuou sendo o mesmo cara, mas uma antiga profecia Roken Row diz que aquele que acionar os índios através do ritual, deve ser munido de toda cultura inútil quanto possível, para que assim ele possa fazer algo que não se sabe o que, mas que trará um grandioso resultado, que não se tem idéia. E desde então ele vem sendo observado sem notar, e tem absorvido uma quantidade absurda de informação desnecessária, tornado-o em: um cara comum qualquer que passa do seu lado e você nem nota.