Slash

Eu sou fã do Guns n’ Roses desde que me conheço por gente, inclusive incluí um solo do Slash na lista dos meus favoritos no episódio 18 do SpamCast que você pode ouvir clicando aqui. Sempre me perguntei o que diabos levou a saída dos integrantes originais, como uma banda tão talentosa com um sucesso estrondoso chegou ao ponto de ficar com somente um integrante da formação original e levar milhões de anos pra lançar um álbum novo. Pois bem, Slash conta tudo em sua biografia auto intitulada e escrita em parceria com Anthony Bozza, lançada em 2007. (Sei que to atrasado, mas só li agora, fazer o quê?)

Em primeira pessoa, o guitarrista narra sua história desde que nasceu até 2007, quando estava nos preparativos do lançamento do segundo álbum do Velvet Revolver. Descreve a infância maluca que teve, com a separação dos pais, a convivência com celebridades como David Bowie (que dava uns pegas em sua mãe), passando pela adolescência, a paixão pelo bicicross, a cleptomania, a guitarra surgindo em sua vida, o envolvimento com drogas, a formação do Guns N’ Roses, histórias de bastidores da banda, detalhes minuciosos de histórias já conhecidas, o que levou a sua saída e seus projetos musicais pós GNR.

O livro é obrigatório para qualquer fã de Guns e da cena Hard Rock americana dos anos 80. Trouxe pela primeira vez a público uma versão oficial detalhada do músico sobre os motivos que o levaram a sair da banda. Eram tantos problemas em conviver com o vocalista Axl Rose que Slash chega a dizer em certo ponto que tem certeza de que já estaria morto a muito tempo se tivesse continuado no GNR.

Enquanto eu lia os absurdos que o guitarrista passou, eu pensava comigo “sai logo daí cara!”.
É claro que como o próprio Slash diz, essa é a versão dele dos fatos e Axl deve ter a sua versão que é tão válida quanto a dele. Mas como o (loirinho rechonchudo que canta cada vez pior) cantor ainda não lançou sua biografia, por enquanto ficamos com a versão de Slash.

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Álvaro Xavier

Após sobreviver a uma infância horrorosa sem Rede Manchete e nem videogames em casa, conseguiu aprender a tocar violão, montar uma banda e chegar a vida adulta com alguma bagagem cultural. O sucesso nos palcos (da sua cidade) além de dinheiro, lhe trouxe o abandono de vários empregos e a possibilidade de se tornar o maior colecionador de consoles e games do seu condomínio. Descoberto nos confins da internet por Patrick Orelha, se tornou estagiário do SpamCast em 2014 e agora enfim faz parte da podosfera numa tentativa desesperada de tornar sua vida patética um pouco mais interessante. Prato preferido: Batata Frita, Ovo Fito e SPAM frito!

  • Cara, eu lí o livro na época, é muito bom!! As histórias de bastidores são as melhores! Vale a pena conferir!

  • Adriano Gobbo

    Depois do Guns, a melhor fase dele é a atual, carreira solo com um vocalista muito massa que não lembro o nome. E a melhor fase em composição foi no Slashs Snakepit… adoro os dois albuns… muita pena que não continuou… mas os albuns solo estão retomando essa fase também… mesmo que incompleta…

    • Alex Rocha

      O vocalista que acompanha ele é o Myles Kennedy, que é também o vocalista do Alter Bridge; que por sua vez é com os integrantes do Creed mas sem o Scott Stapp.

      • Álvaro Xavier

        Uma suruba musical

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