Zerei + um #004 – Shadow Of The Colossus

E aí meus queridos (vocês três que leem essa coluna), hoje vou falar dele, o épico, o único, o colossal (hã? Hã? hã?) Shadow Of The Colossus

Lançado em 2005, exclusivamente para o PS2, só pude jogá-lo em maio de 2014, quando eu finalmente comprei o console. “ah, mas a versão em HD já existia pro PS3” sim eu sei, mas eu queria conhecer o jogo na sua essência, como ele foi concebido. Então ali estava eu controlando Wander com meu PS2 em frente a uma TV 29” de tubo. A introdução rola, e assim como o velho Mário você tem que salvar a princesa, na verdade ressuscitá-la. Para chegar ao seu objetivo, 16 chefões precisam ser derrotados. E o jogo é isso, simples assim. Mate 16 chefões e ressuscite a princesa. Vocês percebem como é simples e fantástico ao mesmo tempo? O que é mais legal em um game? Quando você luta com o chefão não é? Os caras pegaram a melhor parte de um game e colocaram pra você 16 vezes!

Ao iniciar a minha jornada nesse pequeno mundo aberto tive algumas dificuldades. Primeiro com o controle da câmera, e isso me atrapalhou até o fim do jogo, e segundo, com a jogabilidade. Eu demorei um pouco a entender como a coisa funcionava, pois não havia lido nenhum tutorial nem visto algum gameplay. De início foi um pouco difícil entender pra onde ir, como achar o primeiro colossu utilizando o raio de luz da espada, pegava caminhos errados tendo que voltar tudo e isso me irritou um pouco, mas quando eu me deparei com o primeiro dos 16 desafios que eu tinha pela frente, a magia aconteceu.

A trilha sonora chega dando um coice na sua cara e te faz imediatamente pensar (no meu caso gritar) “VAMO LÁ PORRRAAAAAAAAAA”. A batalha foi difícil. Era meu primeiro colossu e apesar de muito empolgado eu não tinha idéia do que fazer. Levei uns 90 minutos (ok, sou um ridículo, podem comentar), mas o fato é que eu não sabia nada. Não sabia usar as armas, não sabia que o bicho tinha pontos vitais a serem atacados, não sabia que tinha que subir nele, e quando descobri não sabia como fazer. E como praticamente todo jogo, o seu início é na verdade um tutorial e apesar de passar raiva, morrer várias vezes e até pensar em desistir, eu consegui, e vocês sabem como a gente fica quando consegue superar um desafio né. A sensação é boa demais. E então eu me perguntei: “quantos faltam?” e resolvi olhar no google. E ao saber que eram mais 15, eu não sabia se ficava feliz ou triste. Tive medo. Alguns dias depois, voltei para matar o segundo e foi mais fácil, claro, já sabia mais ou menos como proceder. Matei o terceiro no mesmo dia. Depois disso levei algumas semanas pra retornar ao game, ainda não me sentia totalmente preparado, até que criei coragem e fui com tudo. A partir dai foram três por dias e eu estava totalmente imerso. Cheguei a sonhar com o game várias vezes. A sensação de finalmente derrotar o último colossu é tão épica quanto o game. Eu não consegui ficar sentado. Levantei do sofá e comemorei como um título da seleção brasileira na copa do mundo.

E como não falar da nossa eguinha querida (que saudades, vou chorar) Agro. Além de ser seu meio de transporte, ela é fundamental no jogo sendo inclusive de grande ajuda para derrotar alguns colossos. E nas lutas em que ela não participa por não poder chegar ao local, ela te espera fielmente.

Tido para muitos como o melhor jogo já feito na história Shadow Of The Colossus é obrigatório para qualquer gamer. Um jovem clássico. Em breve reviverei essa jornada, aí sim, em alta definição no PS3. Por hoje é só, comentem!

Álvaro Xavier

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Álvaro Xavier

Após sobreviver a uma infância horrorosa sem Rede Manchete e nem videogames em casa, conseguiu aprender a tocar violão, montar uma banda e chegar a vida adulta com alguma bagagem cultural. O sucesso nos palcos (da sua cidade) além de dinheiro, lhe trouxe o abandono de vários empregos e a possibilidade de se tornar o maior colecionador de consoles e games do seu condomínio. Descoberto nos confins da internet por Patrick Orelha, se tornou estagiário do SpamCast em 2014 e agora enfim faz parte da podosfera numa tentativa desesperada de tornar sua vida patética um pouco mais interessante. Prato preferido: Batata Frita, Ovo Fito e SPAM frito!

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  • Hector Waltricke Correa

    cara… esse jogo é mais do que épico, até hj quando lembro dele ainda consigo sentir aquele clima que o cara sente enquanto joga produzido por todo aquele imenso cenário,gigantescos oponentes uma trilha sonora impecável sem contar com os laços que a gente cria com a agro, so vou acrescentar mais uma coisa atenção é spoiler ALERTA DE SPOILER…… chorei mt ao ver agro caindo daquela ponte perto do final do game.