Zerei + um #005 – Assassin’s Creed

Olá amiguinhos! Hoje vamos falar de Assassin’s Creed! Sim o primeiro!

Esse jogo marcou o meu retorno ao mundo dos games. Eu fiquei durante anos sem acompanhar nada do que acontecia em relação à mídia, e isso se deve a minha dedicação a música. No início dos anos 2000 montei minha primeira banda, e com isso vieram horas semanais de ensaios, shows e até a gravação de um álbum. Eu acredito que o fato de eu ter deixado a 6º geração (PlayStation 2, Game Cube, Xbox) passar completamente batida se deve muito a isso, o tempo que dediquei a música. E a 7º geração (PlayStation 3, Xbox 360, Nintendo Wii) já estava quase acabando quando eu resolvi retornar. Comprei meu Xbox 360 em janeiro de 2013 e com ele o primeiro Assassin’s Creed, de 2007. A essa altura a franquia já estava em seu 5º jogo de consoles, o Assassin’s Creed III, mas como vocês já sabem (ou não) eu gosto de jogar franquias na ordem cronológica em que os jogos foram lançados. Minha maior pretensão em relação a isso é com The Legend Of Zelda. Um dia farei a jornada desde o primeiro game, do Nintendinho. Enfim…

Vou tentar falar sobre o Assassin’s Creed com a perspectiva que tinha na época em que joguei, ou seja, sem comparações com os que vieram depois. Creio que se você jogar qualquer um dos seus sucessores e sem seguida tentar jogar o primeiro, não vai conseguir.

A última coisa que eu tinha jogado pra valer era Resident Evil no PlayStation One, meu primeiro console que comprei em 2005. Joguei só isso e guardei o videogame na gaveta por anos. Então imaginem o impacto que foi oito anos depois ligar o Xbox 360 em uma TV LCD 40” e começar a jogar. Foi aquela sensação de “isso é muito bom, é muito próximo da realidade”. A mesma sensação de quando vimos Donkey Kong Country em 1994, vocês lembram né?

A primeira pegada durou 4 horas. Eu estava fascinado e nada poderia me tirar dali. Completamente imerso no “mundinho” (abraço MRG) eu estava feliz da vida na pele de Altaïr Ibn-La’Ahad fatiando templários em Masyalf, Damasco, Jesusalém e Acre. Volta e meia entrava no google imagens, via fotos reais desses lugares e ficava impressionado com a fidelidade da ambientação do jogo. E esse é um ponto muito positivo, junto com a fidelidade que a produção dedica a mesclar personagens e fatos históricos à trama do game. Creio que tive a mesma sensação de quem jogou na época do lançamento. A empolgação inicial, e depois uma pequena decepção. Isso acontece devido a repetititititititvidade (abraço Patrick Orelha) das missões. São TODAS iguais. Na metade do jogo eu até quis desistir, mas o pensamento que tive foi: “Eu paguei por esse jogo e vou desistir? Não!”. E então me dei conta que esse tipo de ponto de vista não acontecia na minha infância, onde eu jogava na casa dos amigos e eles nadavam num mar de jogos piratas do PlayStation na segunda metade da década de 90, tal qual o Tio Patinhas na sua caixa forte. E assim eu fui até o fim, impulsionado pelo fato de ter pago pelo jogo, ser o meu primeiro no Xbox 360 e já estar pra lá da metade. Fui até o fim e não me arrependi, ainda mais depois, quando joguei Assassin’s Creed Revelations (quarto jogo), em que você volta a jogar com Altaïr em alguns trechos e vivencia vários fatos que se passam após o fim do primeiro jogo.

Então é isso, enquanto alguns se referem a Assassin’s Creed como o pior jogo da série, eu prefiro pensar nele como uma bela introdução e o meu retorno ao mundo dos games. Um pequeno gostinho de tudo o que viria pela frente na franquia. Comentem!

Álvaro Xavier

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Outros Textos Sobre a Franquia

Assassin’s Creed: Brotherhood

Assassin’s Creed: Revelations

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Álvaro Xavier

Após sobreviver a uma infância horrorosa sem Rede Manchete e nem videogames em casa, conseguiu aprender a tocar violão, montar uma banda e chegar a vida adulta com alguma bagagem cultural. O sucesso nos palcos (da sua cidade) além de dinheiro, lhe trouxe o abandono de vários empregos e a possibilidade de se tornar o maior colecionador de consoles e games do seu condomínio. Descoberto nos confins da internet por Patrick Orelha, se tornou estagiário do SpamCast em 2014 e agora enfim faz parte da podosfera numa tentativa desesperada de tornar sua vida patética um pouco mais interessante. Prato preferido: Batata Frita, Ovo Fito e SPAM frito!