Zerei + um #010 – Red Dead Redemption

Olá amiguinhos! Hoje vamos falar de um jogo que se tornou um clássico instantâneo! Preparem suas pistolas (sem maldade) e vamos adentrar nesse mundo fantástico do western! Sim, eu estou falando dele, o top 1 dos games da minha vida, o meu jogo favorito de todos os tempos! (E agora me imaginem gritando isso) RED DEAD REDEMPTION PORRAAAAAAAAA!

Depois de manter a minha pessoa longe dos videogames por anos, eu havia comprado o Xbox 360. Tinha acabado de zerar Assassin’s Creed (leia o texto clicando aqui) e finalmente poderia jogar o segundo jogo que comprei junto com o console. A expetativa era imensa. Eu sabia que se tratava de uma obra de arte e por isso mesmo havia deixado ele por segundo. Era janeiro de 2013 e já haviam se passado quase 3 anos desde o seu lançamento. Eu já tinha lido e ouvido em alguns podcasts vários elogios ao jogo, e na capa da versão que eu comprei estava estampado “Game Of The Yer” “Best Seller” “foda para caralho”, coisas assim. E eu adoro os filmes do Sergio Leone, principalmente a trilogia dos dólares, então, como eu já disse a expectativa era gigante.

Um tambor de uma arma gira na tela e vemos a logo da Rockstar duas vezes. Só isso já significa que um jogo foda está para começar, pois sabemos que os caras não brincam em serviço. Trilha sonora iniciando com um piano. Uma grande embarcação de madeira flutua sobre as águas tranquilas de um rio e aporta. As pessoas começam a desembarcar, e dentre elas, um cara alto, de chapéu, feições marcantes, barba por fazer e uma cicatriz do lado direito do rosto. Escoltado por dois homens, o sujeito é levado até um trem. No caminho até o trem podemos ver as ruas de uma pequena cidade, e embalados pela trilha com assovios e harmônicas é impossível não imergir logo de cara nesse mundo. Já no trem, algumas pessoas conversam sobre a realidade local enquanto você aprecia as belíssimas paisagens através das janelas. O destino final da pequena viagem é Armadillo, onde você desembarca e assume o controle do personagem. A partir de agora meu amigo, você é John Marston!

Relembre a intro do game

É 1911, época do declínio do Velho Oeste. John Marston é ex-membro de uma gangue que matava, roubava e tocava o terror pela redondeza. Mas sua esposa e filho foram sequestrados pelo governo e para tê-los de volta ele precisa colaborar, caçando os seus ex-colegas. E essa jornada será longa.

Muitos chegam a dizer que Red Dead Redemption é o GTA no Velho Oeste, o que na minha opinião é rebaixar o game. Sabemos que a produtora de ambos é a mesma e muitos elementos estão presentes nos dois jogos, mas o envolvimento que se tem com RDR nem se compara ao de GTA. Considero que RDR também seja bem superior na questão da ambientação, pois enquanto em GTA temos cidades imensas com as quais estamos acostumados na vida real todos os dias, aqui são cidades pequenas, poucas edificações e mais terreno vazio, com vegetação e vida animal. Isso enriquece o muito o game, pois temos um mundo mais vivo, mais crível ao invés de milhares de NPCs caminhando sem rumo. Por diversas vezes andei a cavalo de boa, sem pressa só para me deparar com as situações, desde um puma querendo me matar, até uma donzela sendo roubada e precisando ser salva. Eu sei que em GTA coisas assim também acontecem, mas em RDR eu me importava muito mais, eu queria mais.

O que se segue é um fabuloso jogo de mundo aberto, repleto de personagens fantásticos. Não existe ninguém ali a toa, cada personagem tem sua história, tem o seu arco, por assim dizer. Você se importa com eles. Que saudades da Bonnie. E o véio charlatão que vende uma espécie de tônico, dizendo que melhora a mira, e você combinado com ele o ajuda a vender a parada, muito da hora!

Bonnie Mcfarlane
Bad Blood

West Dickens
Bad Blood

Trilha Sonora

Uma obra a parte, faltam palavras para elogiar as músicas do game. Todas são sensacionais, inclusive as duas que são cantadas. A primeira delas é Far Away, de José González, que toca assim que o jogador cruza a fronteira com o México, e no meu caso aconteceu justamente na mesma hora de um pôr do sol. Levei um susto quando o vocal entrou cantando. A cena era tão linda que eu parei e comecei a girar a câmera lentamente para apreciar melhor o momento. Já procurei diversos vídeos mas nunca achei nenhum igual ao que aconteceu no momento em que eu jogava. Mesmo com o céu nublado nesse vídeo abaixo, é legal relembrar.

A outra trilha cantada é Compass, de Jammie Lidell, e acontece em um dos, se não O, momento mais foda da história dos games. Após finalmente cumprir o que o governo queria, John Marston finalmente pode ir ao encontro da sua família. O pontinho se acende no mapa e tudo o que você quer fazer é chegar lá o mais rápido possível, nem que o cavalo morra. Você está a horas esperando por aquele momento. Tudo o que você fez foi para isso. Recuperar sua esposa e seu filho. E quando o momento chega, entra uma música falando isso:

“E agora eu sei que a única bússola que eu preciso
É a que me leve de volta para você
E eu sei que a única bússola que eu preciso
É a que me leve de volta para você
E as bolhas queimando nos meus pés me avisaram
Para me segurar porque eu estou perto de cair
Longe da casa dos seus braços Eu vadio
Fora do radar e em perigo…”

Gente, isso é muito foda! o cuidado com a produção desse game foi maravilhoso. Nesse momento algo inédito aconteceu comigo, eu chorei jogando videogame!

E o final hein galera? Se você ainda não jogou, pare por aqui. O spoiler que vem agora é pior do que saber antes da hora que Darth Vader e Luke são… melhor deixar pra lá. Vai que você nunca viu Star Wars.

John finalmente recupera a família, sai caçar com o filho, tudo está às mil maravilhas até que a merda acontece. É claro que o governo não iria deixar barato. Edgar Ross e seus comparsas o traíram. Trancado em um celeiro, Marston está cercado, e simplesmente não há o que fazer. Eu tinha esperanças, tentei mais de 10 vezes, achando que eu é que não estava sabendo usar o Red Eye, mas é inevitável. John Marston morre cravejado de balas. PUTA QUE PARIUUU!

Alguns anos se passam e vemos um homem em pé, em frente a duas sepulturas. É Jack Marston em frente ao tumulo dos pais, o moleque cresceu. Temos agora o controle dele, e imediatamente entendemos o que fazer. Só há uma coisa a ser feita, se chama vingança. Depois de quilômetros ao cavalo, buscando por informações sobre Edgar Ross, o encontramos caçando patos a beira de um rio. O fim havia chegado. Depois de mais de 30 horas jogando o meu sentimento era igual ao do primeiro minuto de gameplay. Eu não queria que o jogo acabasse, mas tal qual o fim do John Marston, o fim do game também era inevitável.

Último duelo. Durante o último Red Eye mirei na cabeça do filho da puta e esvaziei o tambor da arma sem dó. Jack dá uma olhada no corpo e se vira para ir embora. A tela congela, e o nome do jogo aparece em um fundo vermelho. A minha reação? Levantei do sofá e aplaudi de pé!

E pra vocês? Como foi jogar Red Dead Redemption? Me contem aí nos comentários.

Álvaro Xavier

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Álvaro Xavier

Após sobreviver a uma infância horrorosa sem Rede Manchete e nem videogames em casa, conseguiu aprender a tocar violão, montar uma banda e chegar a vida adulta com alguma bagagem cultural. O sucesso nos palcos (da sua cidade) além de dinheiro, lhe trouxe o abandono de vários empregos e a possibilidade de se tornar o maior colecionador de consoles e games do seu condomínio. Descoberto nos confins da internet por Patrick Orelha, se tornou estagiário do SpamCast em 2014 e agora enfim faz parte da podosfera numa tentativa desesperada de tornar sua vida patética um pouco mais interessante. Prato preferido: Batata Frita, Ovo Fito e SPAM frito!

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  • Adriano Gobbo

    Por eu não ser um cara que gosto de rotular, sempre falo que RDR é top 3 dos melhor para mim, mas na verdade é o melhor que joguei… desde sempre…
    Eu costumo fazer side quests e tal, mas normalmente eu pulo todos os vídeos possíveis, pois não tenho paciência para tais, e nunca perco tempo a toa no jogo.
    Mas Red Dead é diferente. No começo pulei uns vídeos, mas depois fui envolvido… não deu… e outra… quantas vezes eu simplesmente parei para contemplar a vista… quantas vezes eu parei para passear a toa… jogar com os bêbados nos bares… eu hoje tenho uma lástima de não ter platinado o jogo, não para simplesmente ter mais um troféu máximo na minha coleção, mas simplesmente para extrair o máximo que eu poderia do jogo…
    Só não curti muito o multiplayer, mas já era esperado, os jogos da rockstar não têm esse ponto característico…

    Parabéns por trazer a tona esse jogo maravilhoso… espero que um dia saia mais um jogo nessa linha.

    Um detalhe, ele é continuação de um jogo que nunca vi, Red Dead Revolver, portanto você não jogou na ordem… kkk (embora a história me parece não ter ligação, e acho que oficialmente nem é continuação).

    • Álvaro Xavier

      Excelente comentário Gobbo. Sim, eu sei sobre Red Dead Revolver, mas assim como você nunca joguei. E nem precisa né. A maioria da galera considera Red Dead Redemption como um jogo fechado mesmo.

      • Ridley Cardoso Sathler

        eu não creio q seja uma continuação… vejo mais como um aproveitamento de personagens kkk pq a história do RDR é foda como um “arco fechado” daria um excelente filme ou seriado… que deixo aki uma sugestão…o seriado Hell on Whells… lembra muito o jogo principalmente pelo principal… ps: eu disse lembra heim rsrsr

  • Ridley Cardoso Sathler

    Isso aeeee… Simplesmente foda…. esse jogo é incrível… e me parece q a Rock Star não teve um envolvimento direto nele não… no caso ela meio q terceirizou a produção ou algo do tipo… mas enfim… mesmo que tenha spoilers no texto rsrsr vale a pena jogar… INCLUSIVE a expansão Zumbi… q torna a jogatina online mais foda ainda com novas modalidades de jogos online… e uma aventura nova tbm… q de certa forma fica explicito no jogo normal quando vc tem q subir a montanha atras de um índio… … outra coisa massa é o “Pé Grande” q mais tarde virou um Easter Eggs no GTA V

    • Álvaro Xavier

      Sobre o envolvimento da Rockstar, eu sempre achei que foi 100% hein, não sei não. Inclusive o nome do Sam Houser e outros produtores estão nos créditos. E a expansão Zumbi ainda não joguei, tenho a curiosidade.

  • Jean Marcel Oliveira

    Pra mim considero um dos melhores jogos em 3º pessoa, pois se passa durante o declínio do Velho Oeste Americano, curto muito Western, dae a Rock foi fazer um jogo assim, eu pirei mesmo, me senti no ano 1911, com cenários incríveis, contato com a natureza, e que visual gráfico heim, zerei várias vezes no 360, me bati muito procurando tesouros com aquele mapa que só mostrava digamos uma certa montanha e tal. pois faz com que vc vá explorar ao máximo o mapa do RDR. Altas Aventuras hehe. valeuuu

    • Álvaro Xavier

      Esse lance dos tesouros é bem maneiro mesmo! eu achei todos.

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