Spamflix 001 – Perfume de mulher

Eu vivo iniciando novas colunas aqui, por que eu sei que eu deveria escrever mais aqui, mas nunca mantenho a regularidade, pois eu sou assim, irregular. Então começo mais uma das várias séries de textos meus: sobre filmes ou séries ou whatever que tem no Netflix, coisa boa que valha a pena você tirar a bunda do sofá e… na verdade volta pro sofá, por que é lá, provavelmente, que você vai curtir essas raridades (a menos que você seja daqueles que puxa um colchão velho e pulguento para a frente do sofá para ver filmes).

Al Pacino e Chris O'DonnellEssa semana vou falar do filme “Perfume de Mulher” de 1992, com o Al Pacino, na época que ele estava escolhendo melhor suas empreitadas e com o bucha Chris Robin-ah-eu-tô-maluco O’Donnell. Eu sempre tive curiosidade de assistir o filme pois além de ser um clássico, o Al Pacino – que eu curto bastante – ganhou o Oscar aqui (embora eu não dê muito crédito a quem ganha Oscar) e por causa do tango Por Una Cabeza do Carlos Gardel, que é uma música tão bonita que me faz esquecer que é argentina.

O tango!No filme o jovem Charlie foi pago para cuidar de um veterano cego e rabugento no fim de semana enquanto a família vai passear por aí. O que deveria ter sido moleza foi na verdade uma doideira pois o veterano Frank Slade resolve pegar um avião e ir para Manhattan ter um fim de semana de bacana, com direito a vôo de primeira classe, restaurante chique, limousine, puta cara e tudo o mais, e com o moleque a tira colo. Mas aí você pergunta, mas o que tem de mal nisso? Aí é que está meu caro… se isso fosse bom, ia ser uma comédia boba, o veterano ia ser o Adam Sandler e o filme ia ser uma merda. Mas ao contrário, veja o filme e entenda por que isso não foi algo bacana, não posso dizer sem soltar spoiler.

Ah sim, isso tudo está acontecendo ao mesmo tempo que o pobretão Charlie está sendo julgado na sua High School de ricassos para perder sua bolsa de estudos se não cagoetar (delatar, para os menos descolados) seus amigos que zoaram com a cara do diretor. Ele e o sempre-fazendo-papel-de-cult Phillip Seymour Hoffman foram os únicos testemunhas de Jeová do trote. Aí o filme tem essa tensão do início ao fim, se ele deve ser o cara gente boa, não falar quem foi e ser expulso com honras com a galera, ou falar quem foi mesmo e continuar de boa na sua vida. Eu falaria tão rápido quanto pudesse.

Cego no volanteBom, mas por que escolhi esse filme para iniciar uma coluna e não um outro mais bam bam bam? Olha a sacada… por que aqui vemos o que é uma atuação de cara cego. O Charlie Cox bem que podia ver esse filme em loop para a próxima temporada de Demolidor, pois ele não convenceu. Não vou querer comparar um ator do calibre de Al Pacino com um iniciante igual ele, mas convenhamos, a única coisa que ele precisava ter feito era ficar com aquele olhar zumbi, olhando pro nada. Só isso. E falhou.

Enfim, o filme é excelente, vale tudo que eu ouvi falar nesse tempo todo, tem umas cenas interessantes, tipo a dele dirigindo uma Ferrari, mesmo sendo CEGO! Vai logo e coloca na sua playlist e assista o quanto antes, não fica de mimimi “ah mas é filme velho” E DAÍ!?

Espero imensamente que a Netflix me recompense com uma assinatura vitalícia igual a do Silvio Santos depois dessa nova série de posts aqui no SpamCast. Ou um patrocínio aqui também cairia bem. Ou melhor, as duas coisas, assinatura vitalícia e patrocínio. NETFLIX ME PATROCINA!!!

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Gobbo

Há muito tempo atrás, numa galáxia muito distante (conhecida como Espírito Santo, no Brasil, acredite, esse lugar existe!), Gobbo perambulava por uma calçada quando, sem saber, andou em sincronia perfeita no tempo e espaço com um antigo ritual da tribo Roken Row, que despertou índios em estado inanimado em uma caverna do Téquissas, e então ele se transformou em… nada. Continuou sendo o mesmo cara, mas uma antiga profecia Roken Row diz que aquele que acionar os índios através do ritual, deve ser munido de toda cultura inútil quanto possível, para que assim ele possa fazer algo que não se sabe o que, mas que trará um grandioso resultado, que não se tem idéia. E desde então ele vem sendo observado sem notar, e tem absorvido uma quantidade absurda de informação desnecessária, tornado-o em: um cara comum qualquer que passa do seu lado e você nem nota.

  • Paula Machado – SJDR/MG

    Mas olha… Sr. Gobbo não tem tantas opiniões de merda assim… nesse caso, muito pelo contrário… uma ótima indicação!!! Filme incrível, atuação comovente, convincente e fantástica de Al Pacino.

    E só pra constar, Sr. Gobbo… filme velho “uma ova”… Perfume de Mulher não pode ser definido com outra palavra que não CLÁSSICO!!!

    Outro ponto essencial do filme… uma das melhores cenas, na minha opinião, “o tango”… principalmente pela trilha sonora, a belíssima obra de Gardel (argentino, mas ainda assim, genial!).

    Repito, ÓTIMA INDICAÇÃO… VALE A PENA ASSISTIR!!!

  • Tiago Oliveira

    “His name is Charles. You can say that, can’t you? Charles.”

    Cara, se me dou ao direito de ter um “Top 5” pessoal (E isso foi redundante) esse está entre eles. As linhas de dialogo são demais. Al Pacino mas fazendo esquecer de que não é cego de verdade. A cena do tango, a cena do jantar… Putz. Consigo rir e ficar com os olhos “suados” em diversos momentos. Aplaudo em pé sua escolha para o inicio desta série.

    • Valeu cara… Cinco estrelas no Netflix fácil

      • Tiago Oliveira

        Aproveito para solicitar a sexta estrela aos administradores da Netflix.

  • No fim do texto, faltou um ” Netflix, paga nóis”

    • mas tem… já vi que só leu as figuras… kkkk

      • não, tem que ter a linguagem do guetto… PAGA NOIXXX kkkk

  • É isso aí, Gobbo rumo ao projeto “Netflix vitalício 2016”

  • Álvaro Xavier

    Filmaço! preciso rever, já faz mais de 10 anos que o vi.