Spamflix 003 – Eu vi o diabo

eu vi o diaboNão é todo dia que conheço alguém que curte filme coreano. Ora bolas, não é todo dia que vejo alguém que curte filme sem ser americano. Eu vi o diabo, de 2010, com o astro de Oldboy original – o que presta e não o americano – Min-sik Choi, no papel de vilão, e na cadeira de diretor o Jee-woon Kim, que tem feito alguns filmes americanos como O Último Desafio, com o Arnold Schwarzenegger, que dizem ser uma bela bosta. Após ter visto outro filme coreano, O Homem de Lugar Nenhum, e tanto ouvir de Oldboy que na época eu não tinha visto ainda, resolvi apostar em mais algum filme da terrinha do Gangnam Style que estivesse com boas quantidades de estrelinhas.

eu vi o diaboBom. Comecei. Começa meio assim, mostrando uma mulher dirigindo, o carro parando, enguiçou, vou pedir ajuda, ah tem um cara ali, fala no celular com o marido “tá tudo bem achei alguém pra ajudar”, opa esse cara é meio estranho, tô com medo, acho que vou morrer. Tudo normal. Rapaz, mas aí você vê que o serial killer simplesmente picotou a mulher e jogou parte dela pra tudo quanto é lado. Muito brutal. Aliás o filme é regado a sangue e violência, se você não curte isso vai lá tomar um leitinho com pêra e um ovomaltino que esse filme não é pra você.

eu vi o diaboMas esse marido aí é um policial ou detetive ou algo do tipo, que pega o caso e bom… ele fica naquela, eu prendo o cara ou curto uma vingancinha marota!? Ele escolheu a segunda, né? Se não, não ia ter filme. A ideia do cara é bem simples, vou pegar o cara e ir matando ele aos pouquinhos, de maneira bem dolorosa e sádica. Corta um pedacinho aqui, ranca um pedacinho ali, até o cara pedir “arrego penico cocô” e então sei lá… Finish him!

eu vi o diaboAs atuações são muito fortes, com os dois realmente encarnando o diabo um do outro, de dar medo, o título do filme faz sentido tanto no ponto de vista do protagonista quanto do antagonista, aliás, perceba que não falei herói e vilão, mocinho e bandido, por que não tem como distinguir. O policial ultrapassou o limite aqui nesse caso. Talvez você fã de quadrinho veja o filme e pense, pô esse que devia ser o Justiceiro! Eu concordo…

eu vi o diaboEnfim, nas duas primeiras colunas falei de filmes mais sérios, mais românticos, mais clássicos, mas agora eu te entrego um suspense-quase-que-terror bem sinistro que eu espero bastante que mude seu pensamento sobre filmes asiáticos. Só nesse post citei mais dois que valem muito o seu tempo, todos no Netflix, e que não perdem nada para o cinema ocidental, pelo contrário, Oldboy coreano é melhor que o americano e estão para fazer um remake americano de Eu vi o diabo que certamente será da mesma forma, abaixo do original.

eu vi o diaboPode deixar que as questões técnicas são excelentes, trilha sonora, fotografia, edição, atuações, cenário, etc… não é aquelas paradas amadoras dos tokusatsus (que nem coreanos são, mas tem olhinho puxado é tudo igual) ou então o nascente cinema nigeriano, que todos sabemos, é tão bom que só figura nos sites de memes e piadinhas de internet. Pode confiar, afinal, como todos sabem, minha opinião é selo de garantia!

Não sei ainda qual o próximo filme vou falar na coluna que vem, mas penso em falar de algo mais popular, mais toco y me voy. Veremos!

Comentários do Facebook (Disqus tá lá embaixo)

Comentários do Facebook

Gobbo

Há muito tempo atrás, numa galáxia muito distante (conhecida como Espírito Santo, no Brasil, acredite, esse lugar existe!), Gobbo perambulava por uma calçada quando, sem saber, andou em sincronia perfeita no tempo e espaço com um antigo ritual da tribo Roken Row, que despertou índios em estado inanimado em uma caverna do Téquissas, e então ele se transformou em… nada. Continuou sendo o mesmo cara, mas uma antiga profecia Roken Row diz que aquele que acionar os índios através do ritual, deve ser munido de toda cultura inútil quanto possível, para que assim ele possa fazer algo que não se sabe o que, mas que trará um grandioso resultado, que não se tem idéia. E desde então ele vem sendo observado sem notar, e tem absorvido uma quantidade absurda de informação desnecessária, tornado-o em: um cara comum qualquer que passa do seu lado e você nem nota.