Spamflix 004 – A invenção de Hugo Cabret

hugoVoltei, e com um filme mais popular como eu disse semana passada, mas juro que não faço mais essa promessa, pois parei para crer que não faz sentido eu falar para alguém assistir a algo que ele já ouviu falar, pois ele já tem alguma opinião sobre isso. Como a ideia é recomendar algo que está “em cartaz” no Netflix, e se prometi ser algo mais popular, escolhi A invenção de Hugo Cabret, de 2011, do diretor Martin Scorcese e ganhou 5 Oscars, daqueles técnicos.

hugoO filme é uma declaração de amor ao cinema, romanceando toda a sua história clássica e fazendo uma mistura de passado, presente e visões do futuro de uma maneira bem fantástica, me lembrando os tipos de filmes com crianças (e não exatamente infantis) que víamos nos anos 80 e 90, como A história sem fim por exemplo. Mas calma, adultos podem e devem ver esse filme, ok?

hugoA história fala de um garoto pobre e órfão, o Hugo, que tem uma baita imaginação e curte uma boa aventura – deve ser por isso que o ator Asa Butterfield foi escolhido para ser o próximo Homem Aranha no cinema – que vive abandonado em uma estação de trem em Paris consertando seus relógios e bancando o trombadinha para sobreviver, sempre fugindo do guardinha, interpretado pelo Sasha Baron Cohen, o Borat. Seu pai morreu a algum tempo, e deixou para ele um autômato, uma espécie de robô sem muita tecnologia, que poderia escrever mensagens, mas que está inacabado, missão agora de Hugo.

hugoNo meio dessa missão surgem o cara da loja de brinquedos Georges (Ben Kingsley) – e aqui me seguro para não soltar um spoiler, mesmo o filme sendo de 2011 – e sua filha Isabelle, a Chloë Grace Moretz. E nessa busca pelo reparo do autômato eles caem na história do cinema, revisitando figuras importantes para o nascimento dessa arte e a partir daí o cinema praticamente vira personagem, e dos importantes, na trama.
hugoO filme mostra a importância do cinema para as pessoas, como ele as afeta, cria emoções, fantasia e esperança através de ilusões e magia, um grande espetáculo. E mostra como o cinema guiou Hugo Cabret para selar seu passado de dor e sair de sua vida de solidão, ao mesmo tempo é capaz de trazer redenção, salvação, consolo e amadurecimento. Para os curiosos, é um passeio pela história do cinema, para os casuais é uma aventura, para os entusiastas é um história de amor em vários sentidos, para os técnicos é um desbunde. Tudo a ver com minha coluna, então está aqui. Nada mais justo.

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Gobbo

Há muito tempo atrás, numa galáxia muito distante (conhecida como Espírito Santo, no Brasil, acredite, esse lugar existe!), Gobbo perambulava por uma calçada quando, sem saber, andou em sincronia perfeita no tempo e espaço com um antigo ritual da tribo Roken Row, que despertou índios em estado inanimado em uma caverna do Téquissas, e então ele se transformou em… nada. Continuou sendo o mesmo cara, mas uma antiga profecia Roken Row diz que aquele que acionar os índios através do ritual, deve ser munido de toda cultura inútil quanto possível, para que assim ele possa fazer algo que não se sabe o que, mas que trará um grandioso resultado, que não se tem idéia. E desde então ele vem sendo observado sem notar, e tem absorvido uma quantidade absurda de informação desnecessária, tornado-o em: um cara comum qualquer que passa do seu lado e você nem nota.