Spamflix 008 – Jogos de Guerra

jogos de guerraHouve uma época que tecnologia era algo muito obscuro para a população em geral, a ponto de você falar que um garoto de uns 17 anos usando um telefone e um modem iriam invadir o sistema de defesa do governo americano apenas usando um ataque simples para descobrir o telefone que estava ligado o sistema. Na verdade ele queria descobrir um novo jogo de guerra que ia ser lançado, e a produtora seria da mesma cidade do servidor da defesa. Não se assuste, as premissas e engenharias do filme são tão simples que chegam a ser ridículos, talvez não passe na regra dos 15 para alguns – o filme tem que ser bom mesmo após 15 anos -, mas se você se transportar para 1983, meu amigo, aquilo era tecnologia e “hackerismo” de ponta. Coisa do futuro. Veja o filme com os olhos da época para poder ganhar o que o filme proporciona.

jogos de guerraJogos de Guerra, de 1983, 3 indicações ao Oscar, tem Matthew Brotherick como protagonista, antes ainda do Feitiço de Áquila e de seu maior sucesso Curtindo a Vida Adoidado, e foi um filme pegando a onda crescente da época dos video games e fliperamas (ou arcades, como quiser), assim como outros filmes o fizeram, como o clássico Tron de 1982 e O Último Guerreiro das Estrelas de 1984, e depois com a queda da indústria em 1983 ficou mais é fazendo pontas em grandes filmes, como em Quero ser Grande em 1988, De Volta Para o Futuro em 1989, Robocop 2 já lá em 1990 e Exterminador do Futuro 2 em 1991.

jogos de guerraO filme é situado em meio a Guerra Fria, naquele clima geral de tensão que a qualquer momento alguém ia cometer a bobeira de mandar a primeira bomba e no fim o mundo ia acabar. Então, como já dito, o protagonista David invadiu o sistema do NORAD, a defesa americana, os caras que estavam comendo unha e procurando algum ataque à América, e achando que aquilo se tratava de um jogo começou a brincar com o sistema. Lógico que não deu certo, ele ativou o sistema de defesa numa espécie de simulação de uma guerra termonuclear – que se alto denomina Joshua, o que gerou aquela confusão do barulho – termo bastante oitentista – na defesa americana.

jogos de guerraDaí pra frente é aquele pega pra capar, todo mundo correndo atrás do nerd e sua improvável amiga colorida, que até descobrir a besteira que fez teve que passar por muitas situações de perigo, e então, quando todos achavam que ele era espião, tentar explicar que aquilo era só uma simulação, que os ataques aparecendo na tela do NORAD eram falsos, eram palavras ao vento.

jogos de guerraSua missão então foi procurar o desenvolvedor recluso do sistema para ajudá-lo a parar Joshua, que começou a criar vida própria e estava prestes a causar o cataclisma mundial que todos estavam com tanto medo de acontecer na época, e ao fim o sistema de simulação dá uma baita de uma lição à humanidade sobre guerras, que deveria ecoar e estar escrito nas paredes da lideranças mundiais, usada como mantra e meta, e se você quiser saber, anda um pouquinho para baixo, pois não quero meter spoiler na cara de desavisado:

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No final, Joshua, o simulador toma posse dos sistemas reais do NORAD ao atingir o nível mais crítico da defesa, o DEFCON, que indica que a guerra já começou, e então se prepara para atacar a Rússia, mas para ensinar Joshua a não atacar, antes do ataque eles jogam partidas de jogo da velha com ele, e ele analisando o jogo percebe que se os dois lados sabem jogar, sempre dará empate. Levando essa filosofia para o ataque real, Joshua vai simular a melhor estratégia de ataque a ser realizado e então solta a pérola da imagem abaixo:

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“É um jogo estranho.

O único de jeito de ganhar é não jogando.”

Aprendam isso governantes! O único jeito de promover a paz é com paz, e não com guerra!

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Gobbo

Há muito tempo atrás, numa galáxia muito distante (conhecida como Espírito Santo, no Brasil, acredite, esse lugar existe!), Gobbo perambulava por uma calçada quando, sem saber, andou em sincronia perfeita no tempo e espaço com um antigo ritual da tribo Roken Row, que despertou índios em estado inanimado em uma caverna do Téquissas, e então ele se transformou em… nada. Continuou sendo o mesmo cara, mas uma antiga profecia Roken Row diz que aquele que acionar os índios através do ritual, deve ser munido de toda cultura inútil quanto possível, para que assim ele possa fazer algo que não se sabe o que, mas que trará um grandioso resultado, que não se tem idéia. E desde então ele vem sendo observado sem notar, e tem absorvido uma quantidade absurda de informação desnecessária, tornado-o em: um cara comum qualquer que passa do seu lado e você nem nota.