Zerei + um #26: Gears Of War

Olá amiguinhos! hoje vou falar sobre esse jogo fantástico que eu achava que era FPS mas não é! Gears Of War!

Lançado em 2006 para Xbox 360 e em 2007 para PC, o jogou chegou mostrando a todos o potencial da 7ª geração, e rapidamente se tornou referência. Chegou na minha mão apenas em 2013. Eu como um feliz assinante da Live Gold, pude pegá-lo de graça. Porém só fui me interessar em jogá-lo em 2015. Isso mesmo, 9 anos depois do seu lançamento. Pois é, a vida é assim mesmo.

Ao começar o jogo a primeira surpresa, não é um FPS! é um TPS, ou seja, third person shooter (tiro em terceira pessoa). Já fiquei bem mais empolgado, pois eu gosto é de ver o boneco mesmo. Halo 3 me fez perder um pouco dessa implicância com FPS’s, mas poder ver o personagem ainda me agrada bem mais do que ver somente a arma.

Diferente de Halo 3, onde eu peguei o barco andando se apenas atirei e corri como um doido por 15 horas, em Gears Of War eu fiquei mais por dentro do que se passava, afinal, comecei pelo primeiro jogo, é assim que eu gosto de fazer. Estamos no planeta Sera (que cá pra nós, é a terra no futuro né…Terra, Sera…olha aí a mensagem subliminar) lugar em que depois de anos da exploração de seus recursos naturais, um acidente com uma broca de petróleo revelou um líquido verde florescente chamado Imulsion. Após alguns anos sem utilidade nenhuma, descobriu-se que esse líquido poderia gerar energia barata. Após um monte de politicagem, nações falindo e outras enriquecendo devido a compra e venda desse líquido, crises financeiras, e não sei o que e não sei mais o que lá (quem quiser saber mais detalhes disso que vá na wikipédia) uma guerra se iniciou e durou mais de 70 anos. Quando tudo parecia calmo, tranquilo e sereno, seres desconhecidos emergiram da terra e mataram 90% da população humana. É contra esses monstrengos que, na pele soldado brutamontes Marcus Fenix, o jogador encara essa jornada.

OOOUUUIIIIÉÉÉÉ

São umas boas 12 horas de tiroteio, correria e “olha o bixo vino muleque!” E é impressionante como não envelheceu, para um jogo de 9 anos. Os cenários não estão ali a toa, sendo possível utilizá-los na estratégia. Se esconder atrás de muretas e ir se deslocando agilmente por escombros, escolhendo os melhores ângulos de ataque, fazem parte da diversão. As armas são sensacionais, tendo como destaque o rifle de assalto Lancer, que tem nada menos do que uma baioneta com uma motosserra, trazendo muita diversão e litros de sangue jorrando na tela.

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Há uma boa variedade de inimigos, desde pássaros carnívoros que te devoram no escuro até monstros gigantes que exigem uma estratégia mais elaborada para serem derrotados. Recarregar a arme exige uma agilidade e pensamento rápido, dos quais eu não me utilizei durante o jogo. Recarregar no momento ideal traz mais eficiência e faz o jogador se sair melhor, porém eu, como sou muito burro pra isso, sempre esvaziava o pente até o fim, utilizando o recarregamento padrão mesmo. Também não utilizei em momento algum o comando que indica aos companheiros NPCs o que fazer, como “atacar” “recuar” “reagrupar”. Era muita coisa acontecendo ao mesmo tempo para que eu me desse ao trabalho de comandar meu grupo. E isso só mostra como o jogo é bom, pois funciona tanto para um noob como eu, quanto para alguém que se utilizou dessas estratégias.

Essa minha noobisse me custou caro no final, pois existe um recurso que ajuda bastante a matar o último chefe e que eu não utilizei durante o jogo, logo, quando precisei utilizar, me dei mal, pois não sabia exatamente como fazer. E é uma coisa bem simples, atirar escondido atrás da mureta, ou qualquer que seja a proteção, sem projetar a cabeça e o corpo acima da mureta. Somente erguendo o braço com a arma. Demorei um pouco a perceber que isso era uma das coisas que eu precisava fazer, mas finalizei o jogo com sucesso.

Joguei somente a campanha single player. Sobre a campanha on line, nada sei. Gostaria muito de emendar os outros Gears na sequência, mas a fila de jogos é grande e não dou conta. Outro dia voltarei aqui para falar de Gears Of War 2. Abraços!

Álvaro Xavier

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Álvaro Xavier

Após sobreviver a uma infância horrorosa sem Rede Manchete e nem videogames em casa, conseguiu aprender a tocar violão, montar uma banda e chegar a vida adulta com alguma bagagem cultural. O sucesso nos palcos (da sua cidade) além de dinheiro, lhe trouxe o abandono de vários empregos e a possibilidade de se tornar o maior colecionador de consoles e games do seu condomínio. Descoberto nos confins da internet por Patrick Orelha, se tornou estagiário do SpamCast em 2014 e agora enfim faz parte da podosfera numa tentativa desesperada de tornar sua vida patética um pouco mais interessante. Prato preferido: Batata Frita, Ovo Fito e SPAM frito!